História de Juquitiba
História de JuquitibaÂ
RESENHA HISTÓRICA DE JUQUITIBA
Escreveu R.J. Luz.
Século XVI – Neste século surge o aldeamento indÃgena de Itapecerica, fundado pelos padres da companhia de Jesus, os JesuÃtas, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres.
1689 – As capelas de Itapecerica e de M’Boy (Embu) contam com 900 almas sob a direção espiritual do Pe. Diogo Machado, da Companhia de Jesus.
1827 – por aviso do ministério do império, de 08 de novembro, o antigo municÃpio de Santo Amaro foi transformado em núcleo de colônia alemã e prussiana, vindo para Itapecerica os Bauermann, Cremmer (Crem), Fischer, Guilger, Helfstein, Hengles, Klein, Milbieyer, (Milberg), Moor, Reimberg,Rocumback, Schunck, Schuster (Justo), Teizem, Weishaupt, Zillyg (Silles, Sillig) e outros , os quais se miscigenaram amistosamente com os naturais da terra, porém perderam a lÃngua e os costumes germânicos.
1841 – Itapecerica é levada a categoria de freguesia (distrito), pertencente ao antigo municÃpio de Santo Amaro.
1867 – Neste ano foi legitimada a posse daqueles que podem ser considerado os primeiros moradores de Juquitiba, dentre eles Manoel JesuÃno Godinho.
1877 –Pela lei provincial nº 33, de 08 de maio, Itapecerica foi elevada a categoria de vila, por ocasião da criação de seu municÃpio, desmembrando-se de Santo Amaro.
1877 – Pela escritura de 1º de novembro, lavrada no tabelião de Itapecerica, Manoel JesuÃno Godinho e sua mulher Francisca Maria da Penha doaram cerca de dois alqueires de terras em torno de uma capela que erigiram sob a invocação de Nossa Senhora das Dores, que ficou conhecida como “Capela Nova†para constituição de seu patrimônio, o qual por sua vez deveria ser cedido gratuitamente à queles que quisessem construir suas residências.
1902 – No dia 08 de novembro foi lançada a pedra fundamental da Igreja Metodista das Palmeiras (Palmeirinha). Inaugurada em 10 de janeiro de 1904 contando com mais de trinta membros, que anteriormente realizavam os cultos em suas residências.
1903 – O engenheiro Henrique Boccolini projetou uma ferrovia que deveria ligar São Paulo a Santo Antônio do Juquiá, passando seu traçado por esta localidade, na época conhecida por capela nova, fundando a empresa de colonização Sul Paulista, sediando aqui os trabalhos técnicos da referida empresa.
1906 – Pela lei provincial nº 1.038 de 19 de dezembro Itapecerica foi elevada a categoria de cidade.
1907 – Pela lei Provincial nº 1.117 de 27 de dezembro promulgada pelo presidente da provÃncia de São Paulo, Jorge Tibiriçá, foi criado o distrito de Paz de Juquitiba, com sede na povoação denominada Bela Vista do Juquiá, no municÃpio de Itapecerica.
1908 – No dia 10 de abril foi instalado no recém criado distrito de Juquitiba o cartório de Registro civil e Tabelionato de Juquitiba.
1941 – Pelo decreto lei estadual de 30 de novembro, Itapecerica passa a ter na sua designação o acréscimo “da Serraâ€por estar localizada na zona fisiográfica da serra do paranapiacaba e para diferenciar-se de sua homônima no estado de Minas Gerais.
1948 – O prefeito municipal de Itapecerica da Serra João Ferreira Domingues “João Mandú†abre uma estrada até Juquitiba, melhorando o transporte entre a sede do municÃpio e o distrito.
1952 – A estrada da sede do municÃpio de Itapecerica da Serra até o distrito de Juquitiba passa a ser administrada pelo departamento estadual de estrada de rodagem, trazendo novas melhorias para aquela via publica.
1953 – No dia 06 de novembro o prefeito de Itapecerica da Serra, Bento Rotger Domingues, “Bentinho Padeiroâ€, aprova a planta do loteamento “Vila Nova Juquitibaâ€, no lugar denominado “sitio do Vidalâ€, de propriedade de José Prestes Rosa, dando importante impulso ao desenvolvimento do incipiente distrito. Este loteamento que contava com vinte quadras hoje se refere a grande parte da área central da cidade.
1954 – A Cia. Brasileira de AlumÃnio começa a construir em nossa região a usina hidroelétrica Cachoeira do França, que ficou pronta em 1957.Entrando em funcionamento no ano seguinte. Na construção da usina, cujas turbinas são movidas pelas águas do rio Juquiá, a maior parte da mão de obra era de operários nordestinos que para aqui acorreram em grande número.
1958 – No dia 06 de agosto é apresentado o mapa da rede de distribuição de energia elétrica de Juquitiba, elaborado pelo departamento de águas e energia elétrica do estado, quando o centro contava com oito ruas. Entretanto, antes da chegada da energia da Light, que ocorreu em 1966, a energia era produzida por gerador, desde 1959.
1959 – Faleceu no dia 13 de outubro aos trinta anos, o vice-prefeito eleito do municÃpio de Itapecerica da Serra Eduardo Roberto Daher. Eleito que fora com o prefeito Francisco Pereira Bueno, (Quinho) para governar o municÃpio que contava com os distritos de Embu-Guaçu e Juquitiba, na gestão 1960/1963. Escolheram como local para festa da vitória esta localidade. Entretanto, o veiculo que trazia o vice-prefeito acidentou-se o levando à morte dias depois. A rodovia ainda estava sento construÃda e já fazia as suas vÃtimas.
1960 – No dia 02 de agosto, a auto viação nove de julho começa a operar uma linha de ônibus direta entre Juquitiba e a Capital paulista.
1961 – No dia 24 de janeiro o presidente da republica Juscelino Kubitschek de Oliveira inaugura em Itapecerica da Serra a então BR-2, Hoje BR116, rodovia Régis Bittencourt, ligando São Paulo a Curitiba, cortando o distrito de Juquitiba. A sua denominação é uma homenagem ao engenheiro Edmundo Regis Bittencourt, ex-presidente do departamento Nacional de estrada e rodagem.
1964 – O cineasta Oswaldo Massaini escolhe a bucólica Juquitiba para rodar o filme “O santo milagrosoâ€, com a direção de Carlos Coimbra. No elenco despontavam Leonardo Villar, DionÃsio Azevedo, Vanja Orico e Geraldo Del Rey, entre outros, com a figuração de muitos Juquitibanos hoje falecidos.
1964 – Em 18 de fevereiro, pela lei 8.092 sancionada pelo governador de estado Adhemar Pereira de Barros, Juquitiba conquistou a sua emancipação polÃtico-administrativa, coroando a luta de alguns cidadãos juquitibanos que pleitearam a autonomia do distrito, destacando dentre eles Eduardo Bambi, João de Souza Leitão, Antonio Pereira da Silva (Antonio Candinho), Elexandre Bambi, Padur Abes, já falecidos, Leônidas Bittencourt Gama, com 83 anos de idade e Jorge Marcelino da Silva, sogro do atual prefeito e com 77 anos de idade.
1964 – No dia 27 de dezembro foi instalada a comarca de Itapecerica da Serra, com seus distritos da sede, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra e Juquitiba, abrangendo também os municÃpios de Embu e Taboão da Serra, sendo seu primeiro juiz Mario André Dória.
1965 – Tomam posse os primeiros governantes de Juquitiba: o prefeito Padur Abes, o vice-prefeito Antonio Pereira da Silva (Antonio Candinho) e os vereadores Eduardo Bambi, Antonio Pereira Soares, João de Souza Leitão, Leônidas Bittencourt Gama, Moyses Antonio Pires (Zeca do cartório), Pedro Vieira Pinto, Raul Soares, Julião da Conceição Valle e Tsussumo Kakuma.
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1981 – No dia 28 de março morre aos sessenta e um anos de idade o primeiro prefeito de Juquitiba Padur Abes, vÃtima de acidente automobilÃstico na BR116. O ex-alcaide encontrou a morte quando se dirigia para Sorocaba após ter participado das solenidades comemorativas do 16º aniversário da cidade.
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1985 – No dia 21 de abril circulou a edição de numero zero do jornal “o imparcialâ€. Este periódico estritamente juquitibano representou condignamente a chamada pequena imprensa e sobreviveu impoluto por duas décadas sob o comando do autodidata Lourenço Antonio Christofoleti.
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1985 - Filmagem do Longa Metragem "A Marvada Carne" em JuquitibaÂ
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1989 – Pela bula do papa João Paulo II, de 15 de março, foi criada a diocese de campo e instalada no dia 4 de junho do mesmo ano, com a posse canônica de seu primeiro bispo D. Emilio Pignoli, com jurisdição apostólica sobre as paróquias de Juquitiba.
1990 – No dia 28 de março, por ocasião do 25º aniversário da cidade, a câmara municipal de Juquitiba promulgou a lei orgânica do municÃpio.
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2002 – No dia 13 de março é fundado o Rotary Club de Juquitiba, sendo o seu pri
meiro presidente o empresário Marcos Mitio Takayama.
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Esta resenha está registrada no Registro de tÃtulos e documentos de Itapecerica da Serra e poderá ser reproduzida parcial ou totalmente desde que citada fonte.Â
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